Existem palavras que mudam completamente o rumo de uma conversa. Para muitas famílias, “autismo” é uma delas. Quando esta palavra aparece pela primeira vez — seja em uma consulta, em uma observação ou em uma conversa mais atenta — é comum que surja um turbilhão de emoções: medo do desconhecido, dúvidas sobre o futuro e a sensação de não saber por onde começar.
Nos meus atendimentos, acompanhando crianças com diferenças no desenvolvimento, esta cena se repete com frequência. Já vi pais chegarem em silêncio absoluto; já vi mães chorarem antes mesmo de se sentar. E, quase sempre, a primeira pergunta é a mesma:
“Doutora, e agora?” — É o questionamento que ecoa no consultório.
O Diagnóstico: Um Começo, Não um Fim
Muitos pais chegam com a impressão de que o diagnóstico é um rótulo. Mas é fundamental entender: o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) não é um fim; ele é um começo. É a chave que nos ajuda a compreender melhor como aquela criança percebe o mundo e se relaciona com ele.
Por que chamamos de Espectro?
Cada criança é única e o autismo não tem uma única forma de se manifestar. Algumas características comuns incluem:
- Desenvolvimento da fala: Algumas crianças podem levar mais tempo para falar;
- Forma de brincar: Diferenças na interação com objetos e pares;
- Comunicação: Formas particulares de expressar desejos e necessidades;
- Sensibilidade sensorial: Reações específicas a sons, cheiros e texturas.
Compreender essas nuances é o que orienta as decisões clínicas e potencializa o desenvolvimento de cada pequeno.
Transformando Pequenos Avanços em Grandes Vitórias
Ao longo dos anos acompanhando crianças no espectro, tive o privilégio de presenciar histórias emocionantes. Vi crianças que começaram a se comunicar e famílias que descobriram novas formas de conexão. São pequenos avanços que, para quem está de fora, podem parecer simples, mas para os pais significam o mundo.
Crianças autistas precisam de:
- Informação de qualidade ao seu redor;
- Pessoas tranquilas e presentes;
- Paciência e afeto no cotidiano (não precisamos de perfeição, mas de presença).
Um Guia para a Jornada
O diagnóstico não determina o futuro de uma criança. Ele funciona como um guia que nos ajuda a encontrar os melhores caminhos para apoiar seu desenvolvimento.
Nesta coluna do Portal Mães e Filhos, meu objetivo é transformar dúvidas em informação e medo em entendimento. Nenhuma família precisa percorrer esta jornada sozinha. Vamos juntos?
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