Por Celso Almeida • Especial para a coluna de Turismo
O turismo mudou — mas poucos ainda entenderam onde, de fato, está a virada. Plataformas como a Booking.com dominaram o acesso. Facilitaram a comparação, aceleraram decisões e colocaram o controle nas mãos do cliente.
Tudo parece eficiência, mas existe um efeito silencioso por trás disso: quanto mais opções, maior a dúvida. E a dúvida não aparece antes da compra — ela surge depois. O cliente escolhe, mas não sente segurança.
A Transição do Valor: Da Reserva à Orientação
É exatamente nesse momento que nasce uma nova necessidade no mercado: alguém que traga clareza, reduza riscos e transforme a escolha em acerto. É aqui que o jogo muda.
O valor deixou de estar meramente na reserva e passou a estar na orientação personalizada. No cenário atual, o viajante apresenta novos desejos:
- Reconhecimento: Ele não quer ser apenas mais um número em uma plataforma de buscas.
- Personalização: Busca alguém que leia seu perfil, seu momento e seu estilo de vida.
- Sentido: Deseja viver uma experiência que faça sentido do início ao fim.
“Porque existe uma diferença enorme entre viajar… e viajar do jeito certo.” — Celso Almeida
Propósito e Confiança como Ativos
As agências de turismo que entenderam esse movimento deixaram de vender pacotes e passaram a entregar experiências sob medida. O foco da narrativa mudou drasticamente:
- Não é sobre destino: É sobre propósito.
- Não é sobre preço: É sobre confiança.
A tecnologia entrega velocidade, mas não entrega certeza. E a certeza virou um ativo raro — e extremamente valioso.
Conclusão
Os profissionais que já perceberam isso saíram da guerra de preço e ocuparam um lugar mais alto: o da credibilidade, do cuidado e da exclusividade. Porque no novo turismo, não vence quem vende mais rápido — vence quem faz o cliente ter certeza.
Celso Almeida Especialista em experiências e turismo de valor

