Desejo trazer luz a assuntos que insistimos em deixar na escuridão. Ao observar as gerações, percebo que mesmo quem hoje tem 23 anos — a chamada Geração Z — carrega marcas que não começaram nela. São filhos de pais que viveram décadas anteriores, com outras formas de educar, amar e sobreviver.
As épocas mudam, mas as memórias da infância continuam moldando adultos. Rejeição, abandono, injustiça, humilhação e traição: essas feridas não ficam no passado. Elas moldam a autoestima, os relacionamentos e as escolhas de hoje.
Os Reflexos do Passado no Presente
Muitas vezes, comportamentos atuais são ecos de necessidades não atendidas na infância. Você já se identificou com algum destes sentimentos?
- Sentir que precisava de mais amor;
- Medo constante de ficar sozinha;
- Dificuldade em dizer “não”;
- Sensação de que só é valorizada quando entrega algo;
- Necessidade constante de provar que é capaz.
Esses padrões não surgem do nada. Eles nascem das experiências vividas, especialmente entre os 0 e 7 anos, fase em que absorvemos tudo: palavras, silêncios, expectativas e projeções.
A Criança Interior e o Subconsciente
A criança que você foi continua viva no seu subconsciente. Ela entra em ação nas decisões, nos conflitos e nas inseguranças. Afinal, a autoestima que você tem hoje foi construída a partir de como você se sentiu naquela fase fundamental.
O ponto mais crítico desse ciclo é que, se essas feridas não são reconhecidas, elas são transmitidas — de forma sutil ou direta — para a próxima geração.
“Curar não é culpar. É atualizar. É olhar para a própria história com maturidade, substituir crenças antigas e reprogramar a forma de se perceber.” — Diz Cris Conaluz
Reflexão para o Futuro
A pergunta que fica é: estamos criando filhos emocionalmente mais livres ou apenas repetindo padrões que ainda não tivemos coragem de enfrentar?
Cris Conaluz Terapeuta Holística e Integrativa