Por Ana Tanus – Portal Mães & Filhos
“Quantas vezes eu preciso repetir?” Essa é uma das frases mais comuns dentro das famílias. No entanto, muitas vezes o desafio não está na criança, mas na forma como a comunicação acontece.
O que acontece no cérebro da criança
Quando a criança é constantemente exposta a cobranças, gritos ou correções excessivas, o cérebro entra em estado de defesa. Nesse estado, ela não consegue processar adequadamente as informações, o que compromete diretamente a escuta e a compreensão.
Erros comuns na comunicação
Muitos obstáculos na obediência e no diálogo surgem de hábitos automáticos dos pais, como:
- Falar à distância: Gritar de um cômodo para o outro impede a conexão.
- Dar múltiplas ordens ao mesmo tempo: O excesso de informações confunde a criança.
- Utilizar tom de ameaça: Gera medo, não aprendizado.
- Repetir comandos sem conexão: A fala se torna apenas um “ruído de fundo”.
- Não ouvir a criança: A comunicação deve ser uma via de mão dupla.
Soluções práticas que funcionam
Para mudar essa dinâmica e garantir que as instruções sejam compreendidas, você pode adotar as seguintes estratégias:
- Aproxime-se fisicamente: Fale sempre na altura dos olhos da criança.
- Utilize o toque: O contato físico serve como uma forma poderosa de conexão inicial.
- Conexão antes da correção: Estabeleça um vínculo emocional antes de apontar um erro.
- Uma instrução por vez: Seja claro, objetivo e sequencial.
- Valide o sentimento: Entenda o que a criança sente antes de orientar o comportamento.
Conclusão
“A escuta começa na forma como nos comunicamos. Crianças que se sentem ouvidas aprendem a ouvir.” — Ana Tanus
