Setembro chega trazendo um convite para falar sobre a vida.
Sobre aquilo que nos faz permanecer, sobre os vínculos que nos sustentam e, principalmente, sobre a importância de olhar com carinho para a mãe, aquela que tantas vezes coloca as necessidades da família à frente das suas próprias.
É um mês que pede atenção, e talvez nenhuma atenção seja mais urgente do que a que se volta para quem cuida de todos.
A sobrecarga materna e o esquecimento de si
Na maternidade, é quase natural que as próprias necessidades fiquem em segundo plano.
Entre noites mal dormidas, cobranças, tarefas que nunca terminam e a sensação constante de precisar dar conta de tudo, muitas mães acabam deixando a saúde emocional de lado, sem perceber que estão se esquecendo de si mesmas no meio do caminho.
O cuidado com o outro é tão intenso que sobra pouco espaço para olhar para dentro.
Mas a mãe também precisa de atenção, de acolhimento e de amparo, e reconhecer isso não é fraqueza, é um ato de verdade com a própria história.
Sinais de alerta que não devem ser ignorados
Existem alertas que indicam a necessidade de cuidado e atenção imediata:
- Tristeza que persiste e sensação de vazio
- Ansiedade frequente ou excessiva
- Desesperança em relação à rotina ou ao futuro
- Alterações no sono e insônia constante
- Isolamento e perda de interesse por atividades que antes traziam alegria
Muitas vezes a mãe interpreta esses sinais como cansaço passageiro e segue em frente, empurrando o próprio sofrimento para depois.
Mas não é preciso esperar chegar ao limite para pedir ajuda.
Falar sobre o que sente, aceitar apoio e procurar um profissional de saúde são atitudes de coragem e, acima de tudo, de respeito por si mesma.
Setembro Amarelo, diálogo e valorização da vida
Neste Setembro, vale lembrar que falar sobre prevenção ao suicídio também é falar sobre vida.
É abrir espaço para o diálogo, acolher sem julgamentos e perceber, com sensibilidade, quando uma mãe precisa de apoio.
Um olhar atento, uma escuta sem pressa e uma palavra de presença podem fazer mais diferença do que se imagina.
Por trás de cada sorriso e de cada lágrima existe uma história, existem sentimentos e existem necessidades que também merecem espaço, mesmo quando não são ditas em voz alta.
Onde buscar acolhimento e suporte
Você não precisa dar conta de tudo sozinha.
Você também merece colo, escuta e acolhimento, e não há nada de errado em pedir.
Se estiver vivendo um momento de sofrimento intenso ou pensando em tirar a própria vida, procure ajuda.
No Brasil, o CVV (Centro de Valorização da Vida) atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia, e em uma emergência é possível procurar imediatamente um serviço de saúde.
Que nenhuma mãe se esqueça de que a sua vida tem valor, que a sua história importa e que você também merece ser acolhida.
Que a vida prevaleça, com mais escuta, mais presença, mais acolhimento e mais esperança.
— Diz Daiane Katiuscia Dantas Rocha
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