Estava tomando meu café no meio da tarde e refletindo sobre o meu processo de luto quando tive um entendimento sobre a morte que me deixou ainda mais pensativa. Quando Lázaro, o melhor amigo de Jesus, morreu Ele chorou.
E aqui fiquei perplexa ao analisar esse caso, pois Jesus demorou dois dias para ir ao encontro de Lázaro e suas irmãs após receber a notícia de que o amigo estava gravemente doente. E Ele também sabia que Deus queria ressuscitá-lo, então como foi possível Jesus chorar sabendo que Lázaro voltaria a viver?
Porque Jesus estava na condição de ser humano e nós não estamos preparados para a morte. Jesus sofreu porque os humanos foram criados para a vida! E chorando e amargando um breve luto Ele teve coragem de ir até o túmulo de Lázaro e ordená-lo a sair do sepulcro.
O final dessa história todos conhecem. Lázaro voltou à vida e serviu de testemunho de que Jesus é o filho de Deus e que tem poder sobre a vida e a morte. Mas o que dizer da morte trágica de João Batista, primo de Jesus?
Esse não voltou à vida. João gastou todo o seu tempo preparando o caminho para Jesus, ou seja, espalhando a mensagem da vida eterna e qual foi a sua recompensa? A decapitação a mando de uma mulher que não suportou ver seu pecado denunciado. (Leia-se: João foi executado por motivos de vingança). Jesus reagiu à notícia com muito sofrimento. Ele chegou a ficar sozinho no deserto amargando seu luto.
Foi assim que eu entendi que o luto dói até mesmo para um homem Deus. E comigo não seria diferente. Aquela que eu amo não irá voltar, mas uma coisa eu tenho certeza: eu não disse “adeus” a ela, mas sim “até breve”. Enquanto isso só me resta chorar e me lamentar aos pés daquele que conhece muito bem a dor da perda.