Depois do feriado prolongado de Carnaval, das férias escolares e das festas de fim de ano, muitas famílias percebem que a rotina alimentar ficou mais solta. Os horários se desorganizam, as refeições acontecem com menos estrutura, o lanche da escola vira algo feito às pressas e as telas passam a ocupar um espaço maior à mesa.
Antes de qualquer orientação, é importante acolher: isso não é erro, é vida real. São ciclos intensos, cheios de encontros, e agora o corpo e a família pedem um novo ritmo.
O significado da rotina para a criança
Retomar a rotina alimentar é muito mais do que “voltar ao controle”. Para a criança, a rotina representa segurança. Quando os horários das refeições e lanches se tornam previsíveis, o corpo aprende novamente a reconhecer a fome, respeitar a saciedade e se organizar internamente.
Esse cuidado impacta não só a saúde nutricional, mas também o comportamento, o sono e a estabilidade emocional da criança.
A importância das refeições em família
Nesse processo, as refeições em família ocupam um lugar central. Sentar-se à mesa, sempre que possível, sem distrações como celulares ou televisão, cria um ambiente de presença e conexão. É nesse espaço que a criança observa os adultos, aprende pelo exemplo e constrói sua relação com a comida.
“Comer junto ensina que a alimentação vai além do prato: ela envolve afeto, diálogo, escuta e pertencimento.” – Úrsula Girotto
Esses momentos simples, muitas vezes silenciosos, constroem memórias e hábitos que acompanham a criança por toda a vida.
Planejamento e organização no dia a dia
A organização e o planejamento também são grandes aliados da rotina alimentar. A falta de tempo e o cansaço do dia a dia fazem com que o lanche escolar, muitas vezes, pareça um desafio sem criatividade.
Planejar a semana, pensar nas opções com antecedência e organizar os alimentos disponíveis em casa não é excesso de zelo — é uma forma prática de cuidado. Quando a alimentação está planejada, as escolhas se tornam mais conscientes e o dia flui com menos estresse.
Dicas para o lanche escolar
No lanche da escola, é importante lembrar que o simples funciona. Não é necessário oferecer preparações elaboradas ou diferentes todos os dias.
- Lanche completo: Escolha alimentos que representem os principais grupos alimentares.
- Foco na nutrição: O lanche deve ser suficiente para nutrir, sustentar e favorecer a concentração.
- Básico bem feito: Respeita a realidade das famílias e atende às necessidades do crescimento infantil.
Envolvimento e autonomia infantil
Trazer a criança para esse processo faz toda a diferença. Quando ela participa da escolha dos alimentos, ajuda a montar o lanche ou opina sobre as combinações, sente-se pertencente e valorizada.
Essa participação gera diversos benefícios:
- Facilita a aceitação alimentar;
- Fortalece os combinados familiares;
- Reduz conflitos na hora de comer;
- Estimula a autonomia e responsabilidade desde cedo.
Conclusão: Um gesto de reconexão
Retomar a rotina alimentar depois de períodos de excesso não deve ser um movimento de culpa ou restrição; deve ser um gesto de reconexão. Alimentar uma criança é um ato diário de amor, feito nos detalhes, na constância e na presença.
“Cuidar da alimentação da família é, acima de tudo, uma forma silenciosa e poderosa de dizer: ‘eu estou aqui, eu cuido de você’.” – Úrsula Girotto
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