Outubro é reconhecido internacionalmente como o mês de conscientização sobre a perda gestacional, neonatal e infantil, uma data que nasceu para fazer exatamente aquilo de que nós mais precisamos, que é romper o silêncio e acolher famílias que enfrentam o luto mais doloroso que existe, a partida precoce de um bebê ou de uma criança.
Se você está lendo esta matéria com o colo vazio, eu quero te dizer primeiro que sua dor é válida, que seu bebê existiu, que sua criança existiu e que seu amor permanece.
Muitas vezes a sociedade não sabe o que dizer e, por não saber, silencia. Mas muitas mães também perdem seus filhos em diversas fases da vida, seja na gestação, no parto, nos primeiros dias ou nos primeiros anos, e essa perda deixa um vazio irreparável.
Não é apenas uma gestação interrompida ou uma criança que partiu cedo demais, e sim um futuro inteiro, um nome escolhido, um enxoval guardado e um sonho que precisou ser ressignificado.
Falar sobre isso é um ato de cuidado, pois quando damos nome ao luto, damos permissão para que essa mãe chore, fale, lembre e seja amparada.
Acolher para proteger
É por isso que um dos focos principais das ações do Projeto Prematurinho é atender ao 3º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que visa diminuir os índices de mortalidade materna e neonatal. Acreditamos que proteger a vida da mãe e do bebê desde a concepção é a forma mais potente de amor.
Nossa missão é fazer com que mais mamães tenham acesso ao conhecimento e à informação de qualidade, porque informação salva vidas.
Temas como prematuridade, parto humanizado, a importância do pré-natal nas gestações de risco, amamentação, práticas integrativas para a mãe e para o bebê e escrita afetiva são algumas das pautas abordadas nas nossas ações, feitas com muito carinho para levar acolhimento à sua maternagem.
Uma conquista que reconhece o luto
Aproveitando a temática de outubro, quero compartilhar com você uma notícia muito importante e cheia de esperança, que traz mais proteção e acolhimento para mães que vivenciaram o luto.
Em 2025, o Senado Federal aprovou uma lei que garante o direito ao luto materno e parental, trazendo mais conforto e reconhecimento para as mães que enfrentam esse momento difícil.
Trata-se de uma conquista histórica que reforça algo essencial, que é a saúde mental materna. Seja na gestação, no puerpério ou na maternidade atípica, enfrentamos desafios únicos que podem abalar nossas emoções e nosso bem-estar.
Ter esse luto reconhecido por lei é dizer para cada mulher que ela não está sozinha e que sua dor importa.
O luto precisa de colo
Outubro nos lembra que nenhuma mãe deveria chorar sozinha, que o luto precisa de colo e que cuidar da vida desde o comecinho, com ciência, com afeto e com políticas públicas, é o caminho para que mais famílias possam viver a maternagem e os momentos desafiadores com segurança e plenitude.
Acendemos hoje uma luz por cada bebê que partiu cedo demais e por cada família que aprendeu a amar com saudade.
Com carinho, Daiane Katiuscia, do Projeto Prematurinho. Saiba mais no Instagram @bemestarematernagem.
Aviso Importante — Conteúdo Informativo
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Cada pessoa é única, e as condições de saúde variam individualmente. Por isso, nunca substitua a orientação de um médico, enfermeiro ou outro profissional de saúde habilitado pelas informações aqui apresentadas.
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