Trocar o carro a combustão por um veículo elétrico costuma vir acompanhado de uma dúvida muito prática, que é saber se a economia no combustível realmente compensa o gasto para carregar a bateria.
A pergunta faz todo sentido, pois o valor economizado no posto só se sustenta quando o custo da recarga cabe no orçamento da família.
O cenário muda de figura, porém, quando essa recarga é atendida pela energia solar gerada em casa, e uma simulação simples ajuda a entender por quê.
Vamos considerar uma família que roda 1.500 quilômetros por mês e acompanhar, passo a passo, a conta dos dois lados.
A despesa do carro a combustão
Para o veículo movido a gasolina, a simulação parte de um consumo médio de 10 quilômetros por litro e de um preço de R$ 6,50 por litro.
Nessas condições, o carro gastaria cerca de 150 litros ao longo do mês, o que representa aproximadamente R$ 975 em combustível ou R$ 11.700 em um ano.
É um valor que pesa no orçamento de qualquer família, ainda mais quando a rotina exige deslocamentos diários para o trabalho, para a escola e para as atividades das crianças.
O custo da recarga do carro elétrico
No caso do carro elétrico, a simulação adota a média de 6 quilômetros por kWh consumido.
Para percorrer os mesmos 1.500 quilômetros, a família precisaria de cerca de 250 kWh mensais.
Tomando como referência o valor de R$ 0,90 por kWh, essa energia teria um custo de R$ 225 caso fosse comprada diretamente da rede elétrica.
A mágica desta simulação, porém, acontece porque a família gera em casa justamente a energia usada na recarga, com um sistema solar fotovoltaico dimensionado para atender a essa demanda.
O sistema solar por trás da economia
O dimensionamento da recarga funciona da seguinte forma:
- Produção média por módulo: Se cada placa produzir, em média, 65 kWh por mês, quatro placas seriam capazes de gerar aproximadamente 260 kWh mensais.
- Demanda atendida: Essa capacidade serve como referência inicial para cobrir os 250 kWh estimados para o carro.
- Fatores regionais: Vale lembrar que a geração varia conforme a cidade, o telhado, a orientação dos módulos, as sombras e o clima de cada região.
O dimensionamento final do projeto também precisa considerar o consumo residencial e as características do imóvel, pois a ideia é que o sistema atenda ao carro e à família como um todo.
O resultado final da simulação
Com o sistema solar gerando a energia da recarga, a simulação aplica a premissa de 85% de economia sobre o valor de referência da energia para rodar esses 1.500 quilômetros.
O custo equivalente da recarga fica, então, em torno de R$ 34 por mês.
Colocando as duas contas lado a lado, a família teria:
- Gasolina: Cerca de R$ 975 mensais;
- Recarga com energia solar: Cerca de R$ 34 mensais;
- Economia estimada: Diferença de R$ 941 por mês, totalizando R$ 11.295 ao longo de um ano.
Em outras palavras, o dinheiro que ia para o posto de gasolina passa a ficar disponível para outras prioridades da casa, desde a escola dos filhos até aquela viagem em família que sempre fica para depois.
O que os números não contam
Toda simulação precisa ser lida com honestidade, e esses valores são uma estimativa, não uma promessa de resultado.
O preço do combustível, o consumo de cada modelo, a tarifa local e a geração solar podem alterar a conta de um mês para o outro, já que cada projeto responde à sua própria realidade.
A economia de 85%, inclusive, é uma premissa média, e o cálculo de cada residência deve ser feito individualmente.
Além disso, a comparação não inclui a compra do veículo, a instalação do sistema de energia solar ou do carregador, nem os custos fixos da conta de energia.
O estudo considera apenas a rodagem, e fatores como manutenção e financiamento também variam entre os dois tipos de carro.


Carro e casa na mesma decisão
Mesmo com todas as ressalvas, a comparação deixa clara a razão pela qual vale a pena olhar para o carro e para a casa como partes de uma mesma decisão.
Com energia solar, a família passa a abastecer o veículo com geração própria e reduz a exposição às variações do preço dos combustíveis, que historicamente sobem mais rápido do que a inflação.
Um carregador veicular adequado, por sua vez, torna a recarga em casa mais prática e compatível com a rotina, pois o carro pode ser abastecido durante a noite e sair pela manhã pronto para o dia.
A InovaSun trabalha com energia solar e também com carregadores veiculares, integrando geração e recarga de acordo com cada projeto.
Se você quer saber quantas placas e qual carregador fazem sentido para a sua casa e o seu carro, converse com a InovaSun e peça uma avaliação para a sua realidade.
Mais informações em inovasun.eco.br e no Instagram e Facebook @inovasunoficial.




