Em 2006, quando Patrícia começou a vender sanduíches de pão de forma feitos na cozinha de sua casa, ela não imaginava aonde aquele pequeno negócio a levaria. Eram lanches tradicionais, mas feitos com muito esmero. Até que Camila, uma estudante de administração, bateu à porta procurando revender os sanduíches na faculdade.
Naquele momento, Camila enxergou um grande potencial no negócio, entrou como sócia e começou a cuidar da parte administrativa e comercial, enquanto Patrícia seguia na produção. Juntas, investiram em uma cozinha industrial ainda na casa de Patrícia e conseguiram chegar a quase 50 pontos de venda pela cidade por meio de parcerias com casas de suco, cafeterias e lanchonetes.
Novos horizontes
“A venda dos lanches naturais ia muito bem, até que uma amiga me fez um pedido muito simples. Sua filha era uma criança celíaca, por isso não podia comer glúten de jeito nenhum, então estava sofrendo muito com a restrição alimentar.”
— Patrícia
A partir desse pedido, ela começou a pesquisar receitas na internet.
“Passou a ser uma coisa que eu amava fazer, porque conseguia ajudar pessoas que tinham essa restrição.”
— Patrícia
Como o pão sem glúten era muito saboroso, fez muito sucesso entre os clientes, que passaram a indicá-la no “boca a boca”. Logo, a produção sem glúten superou a de lanches naturais.
Em 2020, um mês antes da pandemia chegar e fechar o comércio, Patrícia tomou uma decisão que, tempos depois, provaria ser sábia: deixou os sanduíches de lado e seguiu apenas com os pães sem glúten.
Mesmo com a pandemia, a procura pelo saudável só cresceu. Sozinha, Patrícia carregava tudo nos ombros: produção, atendimento, divulgação, compras e financeiro — ou seja, todo o trabalho de um pequeno negócio.
Trabalho familiar
Talita, filha de Patrícia, trabalhava em uma escola quando as aulas foram suspensas. Ao ver a mãe trabalhando muito, decidiu ajudar. Como sempre amou fazer doces, começou a produzir bolos caseiros e logo percebeu que a mãe precisava de muito mais. Então, Talita ficou responsável pela divulgação e pelo atendimento aos clientes que iam buscar os produtos em casa.
“Os pedidos dos clientes me inspiraram a fazer novos doces com novos formatos. Por isso, eu me especializei e fiz cursos.”
— Talita
Com as duas juntas, o negócio cresceu, mas a cozinha da casa já não comportava a demanda.
Em agosto de 2021, durante uma visita a uma cafeteria saudável em Londrina, mãe e filha conversaram com a proprietária sobre os desafios de ter um espaço físico. Como resultado, elas saíram de lá inspiradas e decididas a montar o próprio espaço.
No dia seguinte, a família saiu à procura de um espaço para alugar. Um mês depois, o contrato estava fechado. Com uma pequena reforma, o local ficou muito aconchegante.
Finalmente os celíacos teriam a oportunidade de ter uma vida “normal”
No dia 22 de janeiro de 2022, a Zuper abriu as portas em um espaço próprio e sua primeira cliente foi uma criança de 8 anos com doença celíaca. A pequena passou a manhã toda na mesa com os pais, maravilhada, pois nunca tinha saído de casa sem sua marmitinha para comer fora.
Os depoimentos que vieram depois disso alimentaram o trabalho de Patrícia e Talita todos os dias:
- “É a primeira vez que estou comendo um pão na chapa depois de descobrir que sou intolerante.”
- “Não acredito que posso comer tudo sem passar mal.”
- “Finalmente posso ir tomar café da tarde fora com a minha amiga.”
- “Meu filho vai poder comer esse bolo de chocolate na festinha da escola.”
“São muitas histórias de inclusão, histórias de pessoas que encontraram um lugar onde podiam simplesmente viver normalmente.”
— Patrícia
De volta ao lápis e papel
A primeira loja da Zuper cresceu tão rápido que, no primeiro ano, Patrícia e Talita já sentiam o espaço apertado. A produção continuava em casa, a loja apenas expunha e vendia, e as possibilidades eram limitadas. Depois de mais de um ano procurando, encontraram o local ideal.
Em 18 de janeiro de 2025, a Zuper abriu um novo espaço: mais amplo, com mais variedade e mais possibilidades. A mesma qualidade, a mesma responsabilidade e com a infraestrutura que o negócio pedia. Em junho, veio a expansão: uma segunda unidade em um novo empreendimento que, assim como a Zuper, carregava a missão de trazer saúde e equilíbrio para o dia a dia das pessoas.
A Zuper é super!
Zuper é uma brincadeira com a palavra “super”, porque lá tem de tudo mesmo. A Zuper Funcional é:
- Padaria
- Empório
- Cafeteria
- Doceria
- Bistrô
O espaço serve café da manhã saudável, lanches, sobremesas e refeições. Tudo pensado para quem precisa ou quer viver de forma mais saudável e inclusiva.
A história de Patrícia e Talita é a história de mulheres que viram uma dor e decidiram transformá-la em solução. De uma cozinha doméstica a duas unidades de negócio. De um pedido de uma mãe desesperada a um lugar onde centenas de pessoas encontram alívio, pertencimento e normalidade.
A Zuper Funcional não é só um lugar para comer. É um lugar onde pessoas que foram deixadas de fora da mesa finalmente conseguem se sentar.
